sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Elos- Capítulo 19.

Cena 01- Ruas de Recife/ Ext./ Noite.

Munique: A minha mãe me ama, e quanto a isso eu não tenho dúvidas. Ela sofreu demais, sinto que sua alma está cansada, atordoada, e só eu posso mudar isso. Meus pais se odeiam e isso já se fixou na minha cabeça. Só eu posso quebrar esse sentimento. Eu sou o elo entre eles. E quero me aproximar do meu pai pra entender como ele está...Será que feliz? Triste? Arrependido? É isso que vou descobrir.

Margot: Sua família já aceitou?           

Munique: Só minha mãe sabe por enquanto. Mas, querendo ou não, eles vão ter que aceitar. Amanhã mesmo vou procurar meu pai.

Margot pega em sua mão: Espero que você tenha uma boa relação com ele e que consiga fazê-lo mudar. Você me disse que seu pai era empresário e tudo mais, conheço bem esse tipo da ficção, eles se importam com as grandes coisas e esquecem as pequenas, que são as essenciais. Bem... A partir de amanhã estarei trabalhando no hotel dele. Conta comigo pro que der e vier.

Munique sorri: Não vai ser fácil construir uma relação com meu pai... Mas eu tenho que tentar fazer isso. Sou a costura entre Marcus e Susana, e ainda tem muita coisa na história deles que não tem explicação... Eu vou buscar a explicação e colocar tudo preto-no-branco. E vou até o fim! ATÉ O FIM!

ELOS- CAPÍTULO 19.

Roteiro: Victor Morais.

Cena 02- Monte Castelo Hotel/ Int./ Sala 012/ Quarto de Alê/ Noite.

Alexandra faz uma pequena reflexão: Agora que ela saiu da prisão, provavelmente está pensando em se vingar ou coisas do tipo... É o típico perfil de todas as injustiçadas! Vamos dar um fim logo nessa Susana. Aí teremos paz eterna. Sugiro enterrarmos ela do lado de seu papai Tião!

Marcus: A Susana vai tentar recomeçar a vida dela, deve ver a gente como uma mancha do passado, essa história é tão antiga, o sentimento já foi afogado e levado pelo mar...Não quero que façam nada contra ela.

Alexandra, irônica: Defendendo a Susaninha? Ainda ama ela?

Marcus: Esse assunto está morto. A Susana não importa mais a nenhum de nós aqui!- Ele balbucia- Tenho que me focar na inauguração do Monte Castelo Hotel e no problema da Andressa que você criou! Se você estivesse preocupada com sua filha, já teria tido uma boa conversa com ela!

Alexandra se deita na cama: Mas eu não estou nem aí pra ela, e já disse isso com todas as letras! Só não estampo porquê não posso! Vai fazer seu papel de pai, e faz o meu de mãe também...E sobre a Susana: Uma pobre coitada daquelas não vai nos incomodar, e se tentar alguma coisa... Eu elimino. Como o cara acabou de fazer com o Sam ali no filme- Ela dá play- Saiam e me deixem assistir.

Marcus sai para o quarto de Andressa, mas ao abrir a porta, não encontra a filha.

Andressa vai até o estacionamento do Monte Castelo Hotel, na parte terrestre da propriedade, e pega um dos carros. Está vermelha e confusa. A jovem dá a ignição e sai pelas ruas, sem rumo certo. Ela liga o rádio na última altura, em um rock pesado, mas a música é o pano de fundo para os pensamentos que tem, principalmente nas frases ditas por Alexandra. A revolta possui seu corpo.

No quarto de Alexandra, ela trata de procurar seu celular.

Liana, ainda encostada na porta: Jogada de mestre a que fez com Andressa e Marcus... Mas e a Susana? Vai ignorar a saída dela?

Alexandra disca um número: Claro que não. Eu vou matar ela de vez. Simples e prático, como tudo que faço nessa vida- Alguém atende sua ligação- Alô? Gaspar? Preciso de dois serviços seus. O primeiro é bem leve. Escute só...- Ela instrui o bandido, que ainda era seu cúmplice, mesmo passados os dezoito anos.

Cena 03- Casa do finado Meton/ Int./ Cozinha/ Noite.

Alencar corta algumas fatias de queijo. Ele se lembra da entrevista de emprego com Marcus.

FLASHBACK.                   
Marcus o para: Não, eu não te permito- O ambiente fica em silêncio- Eu comando as perguntas aqui- E analisa mais um pouco o currículo- Muito bem, Alencar, já deve conhecer o Monte Castelo Hotel, embora esteja na parte terrestre dele, por certo notou a extensão da minha preciosidade submarina.
Marcus o interrompe novamente: Eu não quero elogios. Não use o puxa-saquismo para meu lado, isso não me conquista. O ponto é: Acha que tem capacidade pra gerenciar essa propriedade?
Marcus: Costume mata- Ele devolve os papéis- Felizmente gostei da sua descrição, e não me apareceu ninguém com melhores qualificações... Então vamos fazer uma experiência remunerada. Converse com um barbudo chamado Will, que está na porta, vai começar amanhã.
Marcus abre a porta: Eu não quero agradecimentos. Vai, anda!
VOLTA A CENA.

Sem perceber, Alencar segura a faca com tanta força que acaba se cortando. Saskia aparece, com trajes especiais.

Saskia grita: ALENCAR! NÃO TÁ ME OUVINDO?- Ela vê sangue nas mãos do esposo- Você se cortou, mas que distração! Já disse pra deixar que eu cuido dessa cozinha, pro bem do seu corpo!

Alencar, ainda com certo leso: Que droga, nem percebi!- Ele se limpa- O que você quer me falar, Saskia? Não vê que tô perdido nos meus pensamentos?

Saskia: Disse que vou dar um passeio noturno? Não quer vir? Eu até chamaria o Rennê mas ele foi ter um encontro na praia... Seu irmão não perde tempo mesmo! No Sul deve ter sido uma festa, tchê!

Alencar: Eu não vejo motivo pra graça, daqui a pouco ele tá com AIDS aí e eu vou repetir essas palavras no seu enterro- Saskia bate três vezes na madeira- De qualquer forma, não vou poder ir por dois motivos: Primeiro, não estou afim de dar mais de cinquenta passos antes de dormir; segundo, eu tenho que arrumar meus papéis, amanhã começamos nosso emprego temporário. Tio Arvô pelo visto vai demorar um século pra chegar!

Saskia sorri: Bom que ficamos mais tempo em Recife! Enfim, vou sozinha mesmo, nem sei por que vim te convidar. Solidão, solidão! Essa é minha música- E sai.

Alencar a ignora e pesquisa algo no computador.

MARCUS VILALOBOS ESTILO DE SE VESTIR                              Search

Uma série de fotos de Marcus trajado com seu habitual terno azul escuro aparece na tela. Alencar dá close em uma delas: SASKIA, NÓS TROUXEMOS MEU TERNO AZUL NA MALA PRA RECIFE?

Saskia, já na porta: Acho que sim...Porquê?

Alencar engole em seco: Por nada...Pode ir- Ele vai rumo ao guarda-roupa.

Na praia...

Rennê beija Letícia: Vamos lá pra casa...

Letícia se afasta: Você é rápido demais, moço. A gente mal se conhece.

Rennê: Eu garanto que vou me apresentar melhor num lugar mais confortável, se é que me entende, porquê dessa praia eu já explorei o máximo que pude! Já te galanteei bastante também, não sei mais o que dizer...

Letícia: Você tem um ritmo bem rápido. Eu prefiro ir com calma, etapa a etapa. Sou das clássicas, apesar do meu perfil nada convencional. Aliás, não sei o que viu em mim, uma vendedora de praia, pra tanto interess...

Rennê a corta: Ah, não vem se diminuir, Lê. Eu também sou bem clássico, tanto que vou pedir, por obséquio, que se dirija ao meu carro para irmos até minha residência- Ele abre a porta- Não me faça esperar...

Letícia sorri: Só porquê eu tô de muito bom humor...- Ela entra.

Rennê faz o mesmo e acelera rumo à sua casa.



Cena 04- Suspirela/ Int./ Noite.

Peninha e Suspiro chegam.

Peninha, sonolento: Foi ótimo reencontrar a Susana! Ela está linda como sempre, diferente do Marcolixo- Ele ri- Esse, quanto mais rico, mais feio!

Suspiro liga a luz: Você bebeu muita cerveja, Peninha, então melhor calar a boca por hoje e ir nanar.

Dani desce as escadas: Finalmente! A festa na casa da dona Marcelina estava boa mesmo...Tia, preciso que corte meu cabelo, do jeito que só você sabe. Amanhã quero parecer renovada pro meu primeiro dia de emprego no Monte Castelo Hotel.

Peninha faz uma expressão dolorosa: Meus ouvidos sangram cada vez que esse nome é pronunciado! Eu vou dormir porquê amanhã vou acordar cedo para trabalhar num lugar digno! O nome desse hotel é uma afronta a música popular brasileira, o mundo tá perdido mesmo!- Ele sobe.

Suspiro pega a tesoura: Senta aí e torce pra eu não cortar sua orelha por conta do sono. Não vai querer aparecer como Van Gogh no primeiro dia de trabalho- Dani se olha no espelho- Eu estava pensando, minha sobrinha, e acho que já tá na hora dos novos hóspedes aparecerem, não acha? Paguei mais de cinquenta reais por um anuncio no jornal de hoje, e você entregou os cartõezinhos, certo?

Dani fica vermelha.

FLASHBACK.
Dani: Ouvi falar em “instalação”? A melhor pensão de Recife tem vaga, é bom aproveitarem! Suspirela. Não fica longe daqui e cobra barato- Ela entrega dois cartazes e sai.
João e Mateus se entreolham, confusos.
Dani os olha, já de longe: Eles devem estar me achando ridícula...Quer saber- Ela joga todos os cartõezinhos no lixo- Não vou me prestar a esse papel.
VOLTA A CENA.

Dani mente: Entreguei, titia, não sobrou nenhum! Pergunta pra Ingrid. Relaxa, logos os hóspedes chegam!

A campainha toca.

Suspiro limpa a tesoura: Ou suas palavras tem força, ou é algum bêbado achando que é sua casa- Ela olha pelo olho-mágico- São dois rapazes... Devo abrir?

Dani: Claro, titia, você está com uma tesoura, pra caso sejam ladrões.

Suspiro abre: Pois não?- Ela aponta a tesoura.

João, assustado: Com licença, desculpe por chegar nesse horário mas... Você está aceitando novos hóspedes? Eu e meu amigo Mateus precisamos nos instalar por aqui e gostamos do seu cartãozinho. Suspiro, certo?

Suspiro abaixa a tesoura: CLARO QUE ACEITO NOVOS HÓSPEDES- Ela olha para Dani e pisca- ENTREM, ENTREM. MUITO PRAZER.

NO DIA SEGUINTE...



Cena 05- Casa de Marcelina/ Int./ Sala/ Dia.

Ricardo arruma Caio: Hoje sua mãe acordou indisposta e eu vou te levar na escola, filhão. Come aí seu cereal, escova os dentes, e simbora!- Ele lê o jornal- Gostou da sua tia Susana?

Caio: Muito, ela é bem bonita- Ele fica inquieto- Pai, eu queria falar sobre aqueles homens que te cercaram lá perto do Mundo Rurífico do tio Peninha. Eles tão te ameaçando?

Ricardo dá um riso nervoso: Eles não gostam do papai, mas eu já vou resolver tudo, filho, nem precisa comentar com ninguém aqui de casa, ou mais problemas vão ser criados... Você ficou com medo?

Caio confessa: Um pouco, mas você sabe que eu sou corajoso. Qualquer coisa, pode contar comigo, pai! Somos parceiros, não é?

Ricardo lhe dá um beijo na testa: Somos sim. E você, parceiro, já vai se atrasar pra escola...Anda rápido, seja o flash por uma manhã- Caio sai correndo e ele fica pensativo.

No andar de cima da casa, Marcelina, Munique e Susana tem uma conversa.

Marcelina, desesperada: O quê? Não, você não pode procurar seu pai Munique, nem cogite isso! Se sua mãe já te falou o quanto ele é ruim, eu só reforço! E continuo achando melhor que apaguem o nome dele de suas vidas para sempre... Ontem à noite nós estávamos tão felizes, foi um momento tão fraterno, tão lindo! Pra quê trazer uma nuvem sombria?

Susana, ainda deitada na cama: Não adianta, mãe, eu tentei argumentar com Munique, mas ele é teimoso como uma mula, e puxou isso de mim... Estou provando do meu próprio veneno.

Munique: Minha mãe tem razão, vó. Eu acordei cedo, me arrumei e estou determinado a ir hoje mesmo ao encontro do meu pai no tal hotel dele. Não posso prever o que vai acontecer, mas eu também não previ o que iria acontecer quando chegasse em Recife. Felizmente, o destino me ajudou!

Marcelina, trêmula: Não vai, Munique. Eu tô falando muito sério, meu neto, esse homem dissemina o mal, ele, junto com a esposa maléfica, vai deixar seu coração doente! A gente aqui te ama...

Munique grita: VÓ! NADA VAI ME FAZER MUDAR DE IDEIA! EU VOU, INCLUSIVE VOU AGORA...

Marcelina se ajoelha: EU IMPLORO, MUNIQUE, POR FAVOR NÃO FAÇA ISSO!- Ela começa a ter dificuldades para falar- Munique...Pelo amor de Deus...

Susana se levanta: Mãe? Tá tudo bem?

Marcelina, com a vista turva: Não deixa ele ir, filh...- Seus pensamentos se embaralham e ela cai com tudo no chão, desmaiada.

Munique recua: VÓ?!- Ele e Susana ajudam ela a se levantar- VÓ! FALA COMIGO!

Marcelina não esboça reação.

Cena 06- Haras dos Campestrini Ferrari/ Ext./ Dia.

Fábio, preocupado: Aonde você está indo, Thayanne? Cada vez que cruza esse portão, meu coração dispara! Ainda na história de destruir o hotel?

Thayanne lhe dá um abraço: Firme e forte nos meus objetivos, vô. Agora tenho um encontro com uns amigos, mas logo eu vou estar um pouco mais presente aqui, e você vai cumprir a promessa de me ensinar a andar de cavalo!

Fábio tosse um pouco: Tudo bem, minha neta. Vai com Deus.

O carro de Miguel estaciona, dele saem o próprio e o Conde Gian, com a cabeça enfaixada.

Miguel tira os óculos escuros: Fábio, vem me ajudar aqui!

Thayanne torce a boca: Eles te exploram mesmo...- Ela sai andando.

Na cozinha...

Fernie e Bárbara fazem um tranquilo desjejum quando Miguel chega com o novo hóspede, ambos sorrindo muito cinicamente.

Miguel ordena: Fábio, coloque as malas do Conde Gian no nosso novo quarto de hóspedes! Espero, meu amigo, que sua estadia aqui seja próspera!

Fernie os olha, fulminante. Ela sai da mesa sem pronunciar nenhuma palavra e passa pelo ex noivo como um furacão.

Miguel finge não se importar com o clima pesado, mas no fundo, obtém da filha a reação desejada. Ele pega o café: Sente-se, Conde, vamos comer!

Bárbara desvia o olhar: Você não precisava ter feito isso, Miguel...



Cena 07- Casa de Marcelina/ Int./ Quarto/ Dia.

Marcelina está acamada, ainda um pouco dolorida. Susana e Munique cuidam dela.

Munique, atencioso: Você já está melhor, vó? Eu não queria te provocar isso tudo...Me desculpa.

Marcelina suspira: A culpa não é sua, meu neto...Eu já não estava bem!

Susana: É o caso de hospital, mãe? Jucy foi te ver uma água com açúcar, qualquer coisa peço pra ela chamar uma ambulância!

Marcelina a despreocupa: É passageiro, filha. Isso é rotina pra quem é velha como eu... Meu corpo já está querendo descanso.

Jucy chega: Não fala uma coisa dessas, mãe! Bebe tudo- Ela dá o copo- Eu também acordei meio adoentada, será que não foi alguma coisa que comemos ontem?

Susana olha para o lado e não vê o filho: MUNIQUE?- Ela sai correndo- MUNIQUE! FILHO!

Marcelina tenta se levantar: Ele não pode ir...NÃO PODE...

Na entrada da rua...

Alexandra indica: É o número 504, Gaspar, segundo esse mapa, que eu espero não ser fajuto...

Gaspar estaciona o carro: Aí está, madame, a Lavanderia Porto e Pompa, já conversei com uns cabras aqui da região e todo mundo sabe que a dona do estabelecimento é a tal Marcelina...

Alexandra coloca os óculos: Ô cafonice. Ela deve morar na casa ao lado- A mulher vê Ricardo e Caio saindo- Quem são aqueles ali? Olha Gaspar, vamos esperar a lavanderia abrir e você vai até lá, como se não quisesse nada pra...- Munique sai apressado rumo a Suspirela e Alexandra fica pálida ao ver ele- QUEM É AQUELE GAROTO? SEGUE ELE, GASPAR! AQUELE!

Gaspar liga o carro novamente: Nossa, parece o seu Marcus quando novo.

Alexandra não tira os olhos de Munique: Só espero que não seja quem estou pensando...ACELERA!

Na casa do finado Meton...

Saskia pega a chave do carro: Terminou de se aprontar, Alencar? Depois dizem que as mulheres é que demoram... Vamos, o pessoal da Suspirela está nos esperando! Chegar atrasado no primeiro dia de emprego não é muito legal, se você não sabe...

Alencar surge, com um elegante terno azul. Ele se olha no espelho, ao passo que também espia uma imagem de Marcus numa veste parecida. E fica satisfeito: Já estou pronto, querida, só queria relatar a falta de respeito que meu irmão tem para com todos nessa casa! Fui ao quarto dele pegar um sapato meu que tinha emprestado e me deparei com uma mulher seminua na cama! É o cúmulo!

Saskia: Rennê não perde tempo, você sabe como é, e ainda se impressiona com isso! Pelo menos não foi um homem seminu- Ela abre a porta- Andiamo amor amor amor.

Na Suspirela...

Suspiro avalia Dani: Está linda! O orgulho da minha vida!

Saskia buzina lá fora.

Suspiro, animada: O carro chegou! Depois quero saber todos os detalhes de como é trabalhar numa propriedade submarina! Glub glub!

Peninha: Glub glub mesmo, quando aquilo começar a afundar, eu vou estar rindo no meu Mundo Rurífico!

João pega sua mochila: Será que vai caber a gente no carro? Qualquer coisa, eu e Mateus vamos a pé mesmo, já que é tão perto!

Suspiro: Não sejam bobos, claro que cabe, é só se apertar bem, como sempre digo, pra tudo tem um jeito nessa vida. Estão gostando da Suspirela?

Mateus: Eu nunca reclamo de nenhum lugar, sempre penso que tem gente dormindo na rua. A pensão é excelente, dona Suspiro, embora ainda estejam estranhando a gente por aqui.

Suspiro acena para Saskia: É normal, seus bobos, o único homem que tinha aqui antes de vocês dois era o Peninha. E o Peninha...Bem...Melhor não comentar, mas de qualquer modo, bom trabalho a todos.

Alencar olha pelo retrovisor: Está chegando o rebanho de cabritas.

Ingrid, Dani, Margot, João e Mateus se aproximam do carro.

João abre a porta: Primeiro as damas...

Munique aparece, correndo: ME ESPEREM! EU PRECISO IR TAMBÉM- Ele respira fundo- Tenho que falar com meu pai.

Alexandra o observa, com certa distância. Os jovens entram no carro, agitados e contentes pela nova etapa em suas vidas. Eles aproveitam para se conhecerem melhor. O carro logo parte.

Gaspar: Devo seguir?

Alexandra arruma o cabelo: Tá esperando o quê? Rápido, antes que percamos eles de vista- Ela fica receosa.

Suspiro se benze: Que dê tudo certo por lá!

Peninha aparece: O que o barba rala tava fazendo naquele carro? Será que foi procurar o pai cujo nome começa com M de Malvado?- Ele vai até seu carro- Bem, comadre, eu já vou trabalhar também, porquê já diz o ditado: Deus ajuda... Esqueci o resto. Mas vou indo.

Suspiro: Tchau, compadre- Ela junta as mãos- E que novos hóspedes surjam nesse dia que começa!

Cena 08- Em frente ao Monte Castelo Hotel/ Ext./ Dia.

Alexandra: O carro da trupe parou em frente ao hotel? Ai não é possível que aquele garoto seja...- Ela tira o cinto- Daqui pra frente, eu assumo. Mas fica pela região, eu posso precisar de você a qualquer momento!

Saskia e os outros descem e vão rumo ao Monte Castelo. Outras pessoas fazem o mesmo. O dia era ensolarado.

No interior do hotel...

Marcus faz um telefonema: Ai Andressa...Atende, filha!- A ligação cai na caixa postal- Onde ela pode ter passado a noite? Onde?

Will entra na porta: Senhor, os novos empregados chegaram! E tem um rapaz querendo falar com o senhor. Não quis adiantar assunto, mas falou que era urgente.

Marcus, disperso: Não tô com tempo pra falar com ninguém. O Hotel vai ser aberto em poucos dias e o foco tem que ser total nele. O sujeito se identificou?

Munique entra, de supetão: Meu nome é Munique.

Will, enraivado: GAROTO EU FALEI PRA ESPERAR LÁ FORA! VOU ACIONAR A SEGURANÇA, SEU ABUSADO!

Marcus se levanta ao ver ele: Will, pode sair...

Will: Mas...

Marcus repete: Saia, agora- Ele o faz- Muito bem, Munique- Assim como os outros, o sr. Vilalobos também se impressionava com a aparência dele. Parecia um reflexo do seu passado- O que você quer comigo?

Munique: Eu vou ser bem direto... Eu sou seu filho. Seu filho com a Susana.

Marcus cai sentado na cadeira.




TERMINA O CAPÍTULO 19.
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3 comentários:

  1. Meu Deus, a Alexandra não para. Quando será que alguém dará um basta nela? Curioso para saber o que o Alencar quer com esse terno azul escuro. Que bom que ficou tudo "bem" com a Marcelina. Dá pra perceber que ela está realmente preocupada com o neto. Já Alexandra, nada preocupada, quer se livrar do garoto... Pobre Munique. E agora ele conheceu o pai. O que será que irá sair desse encontro??? Ansioso.

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  2. Assim como a Margot, espero que o Munique consiga sim mudar o Marcus. Apesar de tudo, eu ainda gosto dele...
    Alexandra não perde tempo, já planejando eliminar a Susana. Vamos ver no que isso vai dar, pois Susana também parece não estar pra brincadeira.
    Munique objetivo e direto mesmo. Hahahahaha, BOOM!

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  3. Diferente do Pedro, sou totalmente hater do Marcus. Com certeza o pior entre os vilões da novela, pelo simples fato de sempre insistir em se colocar como a grande vítima de tudo. Mas já que Munique está mesmo determinado a se aproximar do pai e não há quem o faça fazer o contrário, que ele consiga cumprir o que deseja, ao menos. Mas não torço por nenhuma reconciliação entre ele e Susana. E espero que ela também não mude os ideias da vingança.
    Mas, agora, vamos ver como ele reage a toda essa história e a enfrenta de forma digna, por uma vez na vida.

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